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Quando uma empresa decide anunciar no Google Ads, na grande maioria dos casos, ela está simplesmente pensando na rede clássica de pesquisa do Google. Mas na realidade, a plataforma oferece diversas outras opções que, em um primeiro momento, nem são cogitadas!

Entre essas opções, podemos citar a rede de display, o Google Shopping, o Google Play e até o Youtube (rede de vídeo)! Sim, o Youtube também faz parte do Google Ads.

Enfim, são tantas opções que no início pode ser bastante confuso escolher a melhor para o seu negócio. Por isso, fica aquela dúvida: como podemos definir em qual rede do Google devemos criar nossos anúncios?

Simples, defina a sua meta!

Não crie anúncios simplesmente porque o seu amigo fez e achou bonito ou o seu concorrente fez e “aparenta” estar ganhando rios de dinheiro. Na grande maioria dos casos, o seu concorrente pode estar é torrando dinheiro, sem receber nada em troca.

Isso acontece porque as empresas decidem primeiro anunciar para depois pensar no objetivo que querem alcançar com tal anúncio. Então, sim, antes de tudo: defina a sua meta!

Os 6 tipos de metas no Google Ads

Como já ficou claro no parágrafo anterior, antes de falar sobre as campanhas em si, precisamos entender sobre as metas existentes dentro do Google Ads. Aliás, a própria empresa incentiva esse tipo de lógica em todos os anunciantes.

Afinal de contas, ao selecionar uma meta, a plataforma te mostrará automaticamente alguns tipos de campanhas, configurações e recursos recomendados. Dessa forma, os resultados serão otimizados e você gastará muito menos dinheiro para anunciar.

Caso ISSO seja feito da maneira certa, é bem provável que você já esteja à frente do seu concorrente. Portanto, preste atenção nos próximos parágrafos!

Confira abaixo os 6 tipos de metas que você pode escolher no Google Ads:

A imagem ilustra os 6 tipos de metas existentes no Google Ads: Tráfego, leads, vendas, consideração de produto e marca, alcance e reconhecimento de marca e promoção de app.

1. Tráfego do site

Um tanto óbvio, mas é sempre bom deixar claro. Quando você seleciona essa meta para a sua campanha, o Google Ads vai entender que você quer gerar tráfego de usuários para o seu site.

Geralmente é por essa meta que o pessoal iniciante começa. Isso porque, no início, parece ser a melhor opção (principalmente se você não conhece alguns termos da área, como “lead”). Além disso, para usá-la não é necessário nenhum tipo de configuração adicional ou histórico de dados na sua conta do Google Ads.

De qualquer forma, é um excelente ponto de partida!

Redes compatíveis:

Ao selecionar esse objetivo para sua campanha, o Google Ads vai mostrar as redes e recursos da plataforma que são compatíveis com esse objetivo:

A imagem apresenta ícones simbolizando a rede de pesquisa, rede de display, shopping e vídeo.

Só iniciantes usam?

Ah sim! No início eu falei que ela geralmente é mais utilizada por iniciantes. Contudo, tenha em mente que anunciantes avançados não precisam deixar essa meta de lado, ok?

Afinal, ela pode ser muito legal caso você queira, por exemplo, mais tráfego para se tornar uma autoridade em determinado assunto. Ou então caso a jornada de compra do seu cliente seja longa e você precise primeiro atraí-lo para depois iniciar um “namoro” via remarketing em outras mídias dentro ou fora do Google Ads.

2. Leads

Ao usar a meta de lead, o Google Ads entenderá que você deseja capturar alguma informação do seu usuário (geralmente telefone ou email), via algum formulário no seu site. Portanto, a plataforma vai focar nesse objetivo.

Eu costumo dizer que essa meta é a evolução da meta de tráfego, pois aqui você está sim gerando tráfego para o seu site. Contudo, tráfego qualificado e com maior probabilidade de evoluir para uma venda.

Pense em negócios onde o usuário precisa falar com um vendedor para evoluir na sua jornada de compra (na área de serviços isso é muito comum). Nesses casos, o profissional de marketing geralmente foca os seus esforços para trazer leads qualificados para a equipe de vendas!

Dessa forma, a equipe consegue iniciar um processo de negociação que pode terminar em um novo cliente para o negócio.

Redes compatíveis:

Ao selecionar a meta de leads para sua campanha, o Google Ads vai mostrar as seguintes redes para você usar:

A imagem apresenta ícones simbolizando a rede de pesquisa, rede de display, shopping e vídeo.

(sim, são as mesmas da meta anterior…)

Configurações importantes

Lembra que eu falei sobre configurações adicionais? Pois então, o que diferencia a meta de lead para a de tráfego do site é que no caso dos leads, você precisa determinar para o Google Ads o que simboliza um lead. Sendo assim, você deve configurar conversões dentro do seu Google Ads.

Se você pular essa configuração, esse tipo de meta será ineficaz. Em nosso curso de Google Ads nós ensinamos a fazer isso.

3. Vendas

Finalmente, chegamos na meta ideal se você quer fazer uma campanha voltada à última etapa do seu funil de vendas: a venda de um serviço ou produto. Acredito que essa meta seja auto explicativa, então nem preciso reforçar que aqui o foco é na venda, certo? Opa, acabei de reforçar isso…

Mas então, para usar essa meta, você precisa conseguir estabelecer algum tipo de comunicação com o Google Ads. Em outras palavras, da mesma forma que era preciso cadastrar o que era um lead antes, agora você vai precisar configurar o que é uma venda.

Até por isso, esse tipo de meta é mais usado por ecommerces e apps, mas você também pode ser utilizado por lojas físicas. Contudo, para isso será preciso importar uma planilha com as conversões de vendas para dentro do Google Ads. Sim, é possível fazer isso!

Redes compatíveis:

Ao selecionar a meta de vendas para sua campanha, o Google Ads vai mostrar as seguintes redes:

A imagem ilustra 3 tipos de campanhas: rede de pesquisa, display e shopping

4. Alcance e reconhecimento da marca

Para explicar essa meta, vamos supor que você esteja anunciando um produto novo, ou ainda, para uma marca nova. Como é novo, muito provavelmente você vai precisar “educar” o seu público para que ele o conheça, né?

Pense em aplicativos de mobilidade urbana, você lembra as estratégias usadas para apresentar o produto? Lá no início do lançamento do Uber, 99 e similares? Então, basicamente eram anúncios gráficos ou de vídeo que mostravam o funcionamento do aplicativo por vídeo ou imagem.

“Chame um motorista particular direto do seu celular”

“Você sabia que agora você pode saber o preço da sua corrida antes mesmo de começá-la?”

No início, essas empresas não estavam se preocupando em incentivar uma ação no usuário. Elas simplesmente queriam mostrar o produto, pois tratava-se de algo novo. Logo, estavam muito mais preocupadas em educar o seu potencial cliente e começar a criar a demanda pela novidade. Portanto, muitas vezes, o clique era até indesejável, pois o foco era “Alcance e reconhecimento de marca”.

Sendo assim, esse tipo de campanha é muito utilizado por grandes marcas ou produtos inovadores, onde o foco é apresentar algo: um produto, uma marca, uma promoção, enfim…

Redes compatíveis:

Por esse comportamento bem diferente das outras metas que vimos até então, as redes que possibilitam o uso desse tipo de meta também são mais limitadas. Basicamente, são aquelas que permitem a utilização de conteúdo audiovisual.

A imagem ilustra 2 tipos de campanha: rede de display e vídeo

5. Consideração do produto e da marca

Pense no funil de vendas mais uma vez. Se você já mostrou a sua marca para o público, agora muitas pessoas a conhecem e sabem do que se trata, certo? Então, essa meta pode ser utilizada para dar aquele estalo no cliente, mostrando que o seu produto ou marca é uma das boas alternativas a serem levadas em consideração!

Usando essa meta, o Google Ads vai procurar interagir com as pessoas mais propensas a avançar no seu funil de vendas. Lojas de roupa podem, por exemplo, fazer anúncios gráficos de alguma seção específica, como vestuário masculino, para homens que se enquadram no público-alvo.

Da mesma forma, você pode mostrar uma demonstração, pelo youtube, dos benefícios do seu aplicativo premium para quem apenas fez o download da versão free.

Redes compatíveis:

Apesar de estarmos avançando no funil de vendas, esse tipo de meta também vai precisar de recursos audiovisuais (assim como a meta de alcance e reconhecimento de marca).

Isso ocorre, pois o objetivo aqui é aumentar o “desejo” (essa é a palavra-chave aqui). Dito isso, que forma melhor para aumentar o desejo do que através de estímulos audiovisuais?

Veja as redes compatíveis com esse tipo de meta:

A imagem ilustra 2 tipos de campanha: rede de display e vídeo

6. Promoção de aplicativos

Por fim, temos a meta de promoção de aplicativos que basicamente vai incentivar o download de apps ou de conversões a serem realizadas dentro do software (compras, assinaturas, etc).

Essa é a meta ideal se você tem um aplicativo e quer mostrá-lo ao mundo ou lucrar mais com ele!

IMPORTANTE! Apesar de o Google Ads ser uma ferramenta do mundo Google, assim como o Android. Você também vai poder usar esse tipo de meta para incentivar o download de apps para iOS. Afinal, ela é compatível com os marketplaces de ambos os sistemas operacionais.

Redes compatíveis:

Quando você selecionar a meta de promoção de aplicativos, o Google Ads vai mostrar a seguinte rede disponível:

A imagem ilustra o tipo de campanha: "Universal para Apps"

(Bônus) Campanha sem meta

Sim, existe a possibilidade de criar campanhas sem metas estipuladas. Contudo, eu recomendo fortemente que você evite fazer isso. Dificilmente a sua campanha vai fugir de alguma das metas que comentei acima. Portanto, não tem porque não escolher uma das citadas!

Por outro lado, você NÃO deve ter mais do que um objetivo por campanha, caso você esteja pensando:

“Vou escolher a campanha sem meta, pois quero criar uma campanha que vai focar em aumentar a consideração de produto e incentivar vendas”

NÃO! Cada campanha deve ter um objetivo único. Se você quiser trabalhar com dois objetivos diferentes, OK, mas crie duas campanhas diferentes.

Redes compatíveis:

Quando você selecionar “Criar uma campanha sem meta”, o Google Ads vai liberar todas as opções:

A imagem ilustra todos os tipos de campanha presentes no Google Ads (Rede de Pesquisa, Display, Shopping, Vídeo e App)

Sim, como você pode ver acima, esse tipo de meta vai te trazer mais liberdade, contudo, em uma ferramenta complexa como o Google Ads, isso pode significar: mais liberdade para fazer m…

(se é que você me entende…)

Enfim, acho que ficou claro qual é o meu posicionamento em relação a esse tipo de campanha, não é?

Sabendo tudo sobre metas no Adwords?

Legenda: mulher com cara de assustada, “realizando” cálculos matemáticos, simbolizando que ela estaria confusa.

Finalmente, todas as metas devidamente apresentadas. Mas lembre-se: tudo que disse pode variar de negócio para negócio! Tentei passar um panorama geral, mas como sempre recomendo: TESTE e, a partir dos dados, veja o que realmente funciona para você!

Tipos de campanhas do Google Ads

Agora que você já entendeu sobre todas as metas possíveis, vamos conhecer os tipos de campanhas que existem dentro do Google Ads!

Sabe as imagens acima, que ilustravam as redes possíveis para cada tipo de meta? Então, é sobre isso que irei falar nos próximos tópicos.

Vamos conhecer aonde os anúncios podem aparecer, vantagens de cada rede e quando utilizar cada tipo.

1. Rede de Pesquisa

É impossível você nunca ter se deparado com esse tipo de anúncio. Talvez você não tenha percebido a presença do anúncio, mas ele estava lá. Sabe os primeiros resultados na página de pesquisa do Google? Pois é, esses são os famosos links patrocinados que aparecem por causa de campanhas feitas para a rede de pesquisa.

Por que funciona?

Nesse tipo de campanha do Google Ads, basta que o usuário pesquise por alguma palavra-chave estipulada na estratégia do anunciante para que o anúncio seja ativado. Nesse tipo de anúncio, o que mais impressiona é a possibilidade de impactar o seu público-alvo no momento certo!

Afinal, pense conosco: o seu produto/serviço irá aparecer justamente no momento que a sua persona vai estar se preparando para comprar a sua solução (ou algo similar). Claro, isso só vai acontecer se você tiver planejado e configurado corretamente as suas keywords. E isso pode ser mais complexo do que parece.

Mas enfim, tudo estando certo, se você quiser anunciar, por exemplo, o serviço de aluguel de imóveis em Cuiabá, o seu anúncio vai aparecer na hora que alguém pesquisar por “aluguel de imóvel em Cuiabá”. Mágico, não?

Veja os exemplos abaixo:

A imagem ilustra a pesquisa no Google pela palavra-chave "alugar imovel cuiaba". Abaixo na imagem, é ilustrado dois resultados de anúncios para essa pesquisa em questão.

Foco no fundo do funil

Por causa da premissa principal por trás desse tipo de campanha, podemos afirmar, com certeza, que trata-se de um ótimo tipo de campanha para quem tem o objetivo de incentivar conversões e vendas!

Não é à toa que você só pode utilizar a rede de pesquisa do Google Ads quando você opta pelas metas de:

  • Leads
  • Vendas
  • Tráfego do site

Rede de pesquisa + Exibição em display

Além dessas vantagens citadas acima, vale ressaltar que você pode configurar a sua campanha da rede de pesquisa para que ela seja veiculada também na rede de display, em outras palavras, sites parceiros do Google, Youtube, Google Play, Gmail e por aí vai.

Na prática, não muda muito. A sua campanha continua tendo foco total na rede de pesquisa. Entretanto, se sobrar verba do orçamento diário da campanha, o Google também poderá mostrar seus anúncios de texto na rede de display.

Mas claro, usando as mesmas configurações de segmentação por palavra-chave. Portanto, não se preocupe, o Google não vai simplesmente torrar a sua verba em sites que não possuem relação com suas keywords.

Enfim, trata-se de uma opção extra para quem quer impactar mais pessoas, mas pode ser algo indesejado para quem deseja mais controle e/ou trabalhar apenas com a rede de pesquisa.

2. Rede de Display

Nesse tipo de campanha do Google Ads, o seu anúncio não aparecerá na rede de pesquisa clássica. Aqui, ele só será ativado em seções de sites ou canais parceiros do Google (sites/canais afiliados ao Google Adsense que disponibilizam espaço publicitário, banners etc em troca de uma remuneração por isso), além de sites mais populares da rede, como o Youtube, o Gmail, entre outros.

Caso tenha ficado curioso, o Google Adsense é um tópico por si só e, só com ele, já daria para escrever um post completo. O que você deve saber agora é que a rede de sites parceiros do Google, composta pelos sites citados acima, compreende 95% de toda a internet.

Sim, 95% de TODA a internet! Bastante coisa não? Pois é, esse é o potencial dessa rede do Google.

Versatilidade é a palavra de ordem

Quando trabalhamos com a rede de display, podemos fazer anúncios de texto e anúncios gráficos, o que abre diversas possibilidades criativas!

A imagem ilustra dois smartphones, com dois exemplos distintos de anúncios para a rede de display. No primeiro smartphone, conseguimos identificar um banner quadrado no site do "Terra". Já no segundo smartphone, conseguimos identificar um banner retangular no rodapé do site "Omelete".

Além disso, podemos segmentar o público por dados geográficos, demográficos e pelas características da persona. Como se isso tudo não bastasse, ainda é possível usar as clássicas palavras-chave e escolher sites ou categorias de sites que devem mostrar o seu anúncio.

Com tantas alternativas e possibilidades, esse tipo de campanha do Google Ads é muito versátil. Eu, particularmente, gosto de usar esse tipo de campanha em dois momentos da jornada de compra do cliente:

  • No início, para gerar alcance e reconhecimento de marca (brand awareness), pois os resultados podem ser ótimos a partir de uma boa segmentação por tópicos, interesses, palavras-chave ou canais relevantes para o seu público.
  • E no final da jornada de compra para tentar reimpactar clientes através de campanhas de remarketing que visam inserir novamente o cliente na jornada de compra, incentivando conversões (vendas ou captação de leads).

3. Google Shopping

Muito provavelmente você já se deparou com os anúncios do Google Shopping. Pois é, basta procurar um produto físico no Google que as chances de você encontrar um anúncio nesse formato são altíssimas.

A imagem mostra a pesquisa "camiseta selecao brasileira" ao ser realizada no Google. Nos resultados, é possível visualizar diversos anúncios do Google Shopping apresentando o produto "Camiseta da Seleção Brasileira".

Barreiras e Google Merchant Center

Infelizmente, para começar a usar esse tipo de campanha as barreiras são maiores. Você vai precisar ter um ecommerce que venda produtos físicos. Além disso, é necessário criar uma conta no Google Merchant Center e, depois, vincular os produtos do seu ecommerce a essa plataforma. Por fim, também será preciso vincular essa plataforma ao Google Ads.

A boa notícia é que a integração entre elas é bem fácil de fazer,
visto que ambas as plataformas são da família Google. A maior dificuldade encontra-se em integrar o e-commerce ao Google Merchant Center. Contudo, isso é tema para um próximo post!

Principais Vantagens

Entre as principais vantagens dos anúncios do Shopping é o fato que, assim como na rede de pesquisa, os anúncios são mostrados quando o usuário está buscando por um produto e, portanto, está com a INTENÇÃO de compra.

Ou seja, se você tem no seu ecommerce o produto “camisa da seleção brasileira”, o Google Shopping vai mostrar esse produto para pessoas que estiverem pesquisando por ela.

É claro que isso passa por diversas variáveis como as suas configurações no merchant center, Google Ads e o seu próprio inventário de produtos no e-commerce. Sendo assim, você também pode escolher mostrar seus itens apenas para quem more em um determinado estado/região ou para quem esteja dentro de uma determinada faixa etária.

Perfeito para E-commerces

Como você deve ter percebido, esse tipo de campanha do Google Ads é perfeito para e-commerces que vendem produtos físicos. Afinal, seu produto será exibido com foto, nome, preço, nome da loja e um link direto para a página do produto na sua loja virtual.

IMPORTANTE! Que fique bem claro que esse tipo de campanha é voltado para produtos FÍSICOS. Não tente vender curso online pelo Google Shopping. Acredite em mim, eu já tentei e não rolou (hahaha)!

Para finalizar, obviamente, o seu anúncio será exibido com alguns concorrentes e o fator preço pode ser determinante em muitos casos. Mas mesmo assim o resultado pode ser excelente se o seu e-commerce trabalhar com valores competitivos e/ou aliar essa estratégia com outros diferenciais relevantes.

4. Rede de Vídeo

Esse tipo de campanha do Google Ads é um pouco mais complexo, pois se desmembra em “subtipos”. Mas, antes de tudo, já podemos te dizer que todos os subtipos possuem foco na visualização de um vídeo (no YouTube ou em sites parceiros). Afinal, por isso, o nome de “rede de vídeo”, certo?

Bom, voltando aos subtipos, entre os principais, destaco o seguintes.

Os 3 principais formatos

  • TrueView In-Stream: anúncio de vídeo que aparece no início, meio ou fim dos vídeos que vemos no youtube. Aquele vídeo que pode ser pulado depois de 5 segundos, sabe?
A imagem ilustra um exemplo de vídeo no estilo TrueView In-Stream, no qual o usuário pode pular a propaganda após os 5 segundos iniciais.
  • TrueView Video Discovery: anúncio que é ativado depois da busca por alguma palavra-chave específica dentro do YouTube. Os anúncios TrueView aparecem como sugestões para o usuário que fez essa pesquisa. Sim, nesse caso, o funcionamento é muito similar a rede de pesquisa do Google. A principal diferença é que, ao clicar, o usuário é direcionado para um vídeo, não para um site.
A imagem ilustra um exemplo de anúncio do tipo TrueView Video Discovery. A imagem mostra os resultados da pesquisa no Youtube e, o primeiro resultado é um vídeo patrocinado (anúncio).
  • Bumper Ads: anúncio de vídeo que pode aparecer no início, meio ou fim de um vídeo no youtube. Funciona de forma similar ao TrueView In-Stream), a principal diferença é que não podemos pular o vídeo
    nos bumper ads. Além disso, o conteúdo tem duração MÁXIMA de 6 segundos.
A imagem ilustra um exemplo de anúncio no estilo Bumper Ads, onde o usuário precisa esperar 6s para ver o conteúdo principal.

Quando usar?

Se você tem os recursos necessários para a produção de materiais audiovisuais, esses subtipos de campanhas podem ser ainda mais versáteis que as campanhas da rede de display.

É possível utilizar a rede de vídeo para incentivar novas conversões através de anúncios In-stream, usando públicos de remarketing; por outro lado, você pode impactar um grande número de pessoas, gerando brand awareness com os bumper ads; se você quer aumentar a consideração do seu produto, você pode usar o video discovery ou apresentar uma demonstração do seu produto com os anúncios In-stream.

Enfim, as possibilidades aqui são diversas e explico todas elas, em detalhes no nosso curso de Google Ads. Porém, o mais difícil, na grande maioria dos casos, é produzir um bom vídeo. Contudo, muitas vezes, um bom celular no modo selfie já pode resolver a sua situação (sim, estou falando sério!)

5. Universal para Apps

Esse tipo de campanha do Google Ads difere um pouco das outras, pois é voltada apenas para aplicativos (Google Play e/ou Android). Por isso, ela tem algumas peculiaridades interessantes.

A primeira delas é o fato de que o anúncio é baseado nas informações do próprio aplicativo e em algumas frases, imagens e vídeos que você oferece. Sendo assim, o anunciante não tem tanto controle do que poderá ser exibido.

Isso ficará a cargo da inteligência artificial do Google (algoritmo), o que acaba sendo um ponto positivo para quem não tem muito tempo para gerenciar e configurar campanhas. Por outro lado, é um ponto negativo para quem deseja ter mais controle e possibilidades de anúncio.

Possíveis mídias

Esses anúncios com o foco em apps podem ser mostrados na rede de pesquisa, display, vídeo e também na Google Play. Ou seja, usuários Android podem navegar no marketplace e se deparar com o seu anúncio e baixar o seu app, sem precisar realizar muitas ações adicionais.

A imagem mostra cinco smartphones lado a lado. Na tela de cada smartphone há a exibição de um anúncio do jogo "Adventure Duck". Cada tela apresenta um anúncio em um local e formato diferente (em ordem da esquerda para a direta): no vídeo do Youtube, na pesquisa do Google, na rede de display, na rede display (formato diferente) e na Google Play.

Se você tem um Android, sugiro que você comece a reparar nos anúncios dentro da Google Play. Você pode aprender bastante dessa forma.

É possível trabalhar com conversões?

Ok, tudo muito legal até aqui, mas o que é mais interessante ainda é o fato de que, assim como nos tipos de campanhas anteriores, aqui também podemos trabalhar com objetivos distintos: download do app ou uma conversão dentro do app.

Assim, é possível configurar a campanha para que o Adwords otimize os anúncios de acordo com o que for mais vantajoso para você (instalações ou conversões)!

Não confunda!

Antes eu comentei que o anúncio pode aparecer na Google Play e não mencionei a Apple Store. Isso está correto!

Não confunda a mídia (veiculação) com a plataforma que o usuário será direcionado após o clique (Google Play ou Apple Store). Em outras palavras, o anúncio não vai aparecer na Apple Store, mas ele pode direcionar para a Apple Store.

Dito isso, é possível sim, criarmos anúncios que vão incentivar o download (ou conversões) na Apple Store também. O que não podemos fazer é usá-la como uma mídia para a veiculação do anúncio. Portanto, quando:

  • a campanha possuir foco na Google Play, o Google Ads poderá utilizar as seguintes mídias: Google Play, Pesquisa, Display e Youtube.
  • a campanha possuir foco na Apple Store, o Google Ads irá utilizar as mesmas mídias citadas anteriormente, excetuando a Google Play.

Ficou claro agora?

Como criar campanhas no Google Ads?

Você já está pronto para criar campanhas agora que já sabe como as metas e os tipos de campanhas do Google Ads funcionam. Portanto, vamos dar o último passo: aplicar esse conhecimento, criando uma campanha no Google Ads!

Na página inicial do Google Ads (versão especialista), vá para o menu lateral ao lado esquerdo e clique em “campanhas”. Você verá algo como o que é mostrado abaixo e deverá clicar no ícone “+”.

A imagem mostra a tela de campanhas dentro do Google Ads.

Agora, selecione a meta e o tipo de campanha ideal para o seu negócio, de acordo com o que você aprendeu aqui.

A imagem ilustra a interface do Google Ads na etapa de escolha da meta da campanha e, mais abaixo, a escolha do tipo de campanha e rede a ser utilizada.

Feito isso, selecione como você quer alcançar a sua meta e clique em “continuar”

A imagem mostra a interface do Google Ads perguntando "como queremos alcançar a nossa meta?" Nas respostas, podemos responder com: acessos ao site (está selecionado), ligações telefônicas, visitas a loja ou downloads do aplicativo.

Agora você entrará na página de configurações gerais, na qual é possível renomear a campanha, escolher redes etc

A imagem ilustra a tela com as definições básicas da campanha no Google Ads (nome da campanha, redes opcionais, anúncios dinâmicos, etc)

Rolando a página, você verá diversas opções legais. Entre elas, aqui já vai ser possível segmentar por locais (indicando ao Google quais são as regiões geográficas que serão focadas nessa campanha), idioma (indicando ao Google para mostrar o seu anúncio para pessoas que falam determinadas línguas) e outros dados.

A imagem ilustra a tela aonde é configurado a segmentação geográfica, os idiomas e os públicos-alvo de uma campanha do Google Ads.

Mais abaixo, você deverá definir o orçamento diário e os lances para a sua campanha no Google Ads.

A imagem ilustra a tela de definição de orçamento e lances da campanha dentro do Google Ads.

Por fim, você ainda poderá criar algumas extensões que enriquecerão os seus anúncios, bem como, realizar algumas configurações adicionais.

A imagem ilustra a tela de adição de extensões de anúncio a uma determinada campanha, dentro do Google Ads.

A criação da campanha acaba aqui. Após isso, você deverá partir para a criação dos grupos de anúncios, definição de palavras-chave e a criação dos anúncios.

Claro, o que fiz aqui é um resumo bem breve de como criar uma campanha básica no Google Ads. Para que, dessa forma, você consiga visualizar a lógica existente entre “meta” e “tipo de campanha”. Espero que isso tenha sido útil e, precisando de algo mais detalhado, lembre-se do nosso curso completo de Google Ads. Será um prazer ter você como aluno!

Sabendo tudo sobre metas e tipos de campanhas no Google Ads?

Legenda: Snoop Dogg fazendo sinal de positivo com a cabeça.

Bom, após esse super post, espero que sim!

Lembre-se! Foque primeiro em saber qual é o seu objetivo, feito isso, escolha uma das metas do Google Ads e, após o clique, selecione o tipo de campanha que você acha mais indicado para o seu negócio. Leve em consideração, todas as características que comentamos nos tópicos acima, sobre cada um dos tipos de campanhas dentro da plataforma.

É claro que esse processo pode ser um pouco complicado no início, pois temos muitos termos técnicos e complexidades gerais. No entanto, temos certeza que você pode dominar o assunto com um pouco de prática e insistência dentro da plataforma. Após um período inicial, confie em mim, tudo vai ficar mais fácil!

Por fim, se você chegou até aqui, por favor, deixe um comentário, crítica ou dúvida. Eu gostaria muito de receber o seu feedback! Abração e até a próxima!

Título "Curso Completo de Google Ads + Remarketing + Youtube Ads" e, ao lado, o ícone do curso de Google AdsPowered by Rock Convert
Erick Kosmalski Scudero

Erick Kosmalski Scudero

Prazer, eu sou o Erick. Aparentemente aqui eu tenho que escrever um pouco sobre mim. Então, vamos lá! Eu sou apaixonado por marketing, comunicação, empreendedorismo e tecnologia. Sim, sou workaholic assumido e viciado em café, mas no fundo eu sou uma boa pessoa. Também sou cofundador da M2up, consultor de Marketing e instrutor na TargetTrust. Acho que tudo isso já diz muito sobre mim, mas se você quiser saber mais, é só me seguir nas minhas redes sociais.

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